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Lisboa 2020 | Covid 19 - Resposta solidária à crise

May 12, 2020

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O Fórum Urbano da Locals e o Pelouro da Habitação e Desenvolvimento Local da Câmara Municipal de Lisboa estão a mapear o que está a acontecer na cidade de Lisboa do ponto de vista das respostas nos Bairros e Zonas de Intervenção Prioritárias.

[+ info]

Obras de acessibilidade pedonal em curso

May 8, 2020

[PT]

Em vários lugares da zona oriental da cidade de Lisboa estão em desenvolvimento obras de melhoria de acessibilidade pedonal cujos projectos foram desenvolvidos, em 2016, pelo ateliermob com o gabinete técnico que existia no município para este efeito.
Não serão obras de grande espetacularidade ou rasgo mas temos muito orgulho nelas. Alteram profundamente o modo como nos podemos movimentar na cidade e são particularmente úteis neste momento em que ensaiamos retomar a nossa vida urbana pós-quarentena.
As fotografias foram tiradas ontem.

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Encontros em Quarentena

May 5, 2020

[PT]
Os Encontros em Quarentena chegaram ao fim, depois de mais de um mês em confinamento e oito conversas excepcionais entre colegas, amigos e companheiros de luta.
Agradecemos uma vez mais à Andreia Garcia, à Catarina Beato, ao Ricardo Paes Mamede, à Merril Sinéus, à Susana Caló, à Joanna Helm, à Rita Rato e ao António Brito Guterres, por terem aceitado este desafio e por nos terem ajudado a pensar o futuro da nossa vida em comum na cidade, a partir de múltiplos pontos de vista e múltiplas linguagens. Agradecemos também às dezenas de pessoas que, a cada encontro, se juntaram a nós, ampliando o espírito de partilha.
As conversas ficam agora disponíveis no nosso canal de youtube, para que possam ver e rever.





Cidade Aberta Pós-Quarentena

May 4, 2020

Medidas Urgentes - Alexandre Esgaio

Alexandre Esgaio


[PT]

MEDIDAS URGENTES PARA UMA CIDADE ABERTA
PÓS-QUARENTENA


No decorrer das próximas semanas as cidades do nosso país vão progressivamente retomar a circulação de pessoas e bens. Se nada for feito do ponto de vista urbanístico, somente o policiamento dos territórios urbanos conseguirá deter o aumento exponencial da utilização do automóvel, as expressões mais violentas do medo perante o outro e a sensação generalizada de que o espaço público é um território de insegurança.
Mas há outro caminho. Estratégias de placemaking, urbanismo tático, reforço do transporte público e redução drástica do trânsito automóvel, podem deixar de ser tratadas como eventos e efemérides, para serem adoptadas como instrumentais do desenho urbano e da produção de espaço público.
Urge implementar medidas que considerem:

  • Alargamento do período de maior frequência de transportes públicos para o período entre as 7h00 e as 21h00, sem interrupção; aumentando o serviço, reduzindo o número de passageiros admitidos e marcando as distâncias de referência entre pessoas no interior dos transportes e nas paragens;
  • Alargamento de passeios de muita afluência pela supressão de via automóvel ou estacionamento;
  • Criação de novas áreas de esplanada para pequenos estabelecimentos de restauração ou similares com evidente dificuldade em garantir o distanciamento físico no seu interior, a partir da supressão de lugares de estacionamento e marcando no pavimento o posicionamento das mesas e limites da área de utilização;
  • Criação de uma rede de ciclovias estrutural que ligue a cidade do ponto de vista dos movimentos de circulação diários dentro da cidade e priorize o trânsito de bicicletas em segurança;
  • Elaboração de um Plano de Ruas Lentas, com diminuição ou supressão do trânsito automóvel;
  • Utilização gratuita de todos os parques de estacionamento da cidade para residentes e estacionamento de curta duração, de modo a garantir a pedonalização das áreas de rua actualmente reservadas ao estacionamento;
  • Requisição temporária de lotes urbanos de terrenos expectantes para constituição de bolsas de solo urbano para exploração agrícola;
  • Mapeamento actualizado diariamente de todos os serviços de necessidade básica e espaços públicos de lazer recomendados para os moradores e trabalhadores da cidade, facilitando a dispersão no acesso aos mesmos e procurando atingir o princípio de que qualquer cidadão deve estar à distância pedonal de 15 minutos desses serviços.



[ENG]

URGENT MEASURES FOR AN OPEN POST-QUARANTINE CITY

Over the next few weeks, the cities of Portugal will gradually resume the circulation of people and goods. If nothing is done from the urban point of view, only the policing of urban territories will be able to stop the exponential increase in the use of the car, the most violent expressions of fear towards the other and the generalized feeling that the public space is a territory of insecurity.

But there is another way. Placemaking strategies, tactical urbanism, reinforcement of public transport and drastic reduction of car traffic, can no longer be treated as events and ephemeris, to be adopted as instruments of urban design and production of public space.

It is urgent to implement measures that consider:

  • Period extension of highest frequency of public transport to the period between 7 am and 9 pm, without stoping; increasing service, reducing the number of passengers admitted and drawing reference distances between people inside transport and at stops.
  • Crowded sidewalks expansion through the suppression of a car lane or parking lot;
  • Design of new terrace areas for small restaurants or similar establishments with evident difficulty in guaranteeing the physical distance inside, by suppressing parking spaces and marking on the pavement the positioning of tables and the limits of the floor area to be used;
  • Structural bike network proposal that connects the city from the point of view of commuting movements within the city and prioritizes safe bicycle traffic;
  • Slow Streets Plan design, with car traffic reduction or suppression;
  • Free use of all city car parks for residents and short-term parking, in order to guarantee the pedestrianization of the street areas currently reserved for parking;
  • Temporary requisition of urban plots of expectant land for constitution of urban soil pockets for agricultural exploitation;
  • Daily updated mapping of all basic services and public leisure spaces recommended for residents and workers in the city, facilitating dispersion in access and seeking to achieve the principle that any citizen should be within 15 minutes of walking distance from these services.

Fórum Local da Quinta do Ferro

April 29, 2020

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[PT]

Em tempos de confinamento e distanciamento físico, importa usar todos os instrumentos para estarmos mais próximos. Desde o dia em que nos decidimos isolar nas nossas células familiares mais reduzidas, temos vindo a trabalhar para produzir instrumentos de base local que nos permitam aproximar das pessoas e dos bairros onde trabalhamos.
Assim, estamos a criar várias plataformas digitais para que diferentes bairros onde trabalhamos possam permanecer ligados e para que todos nos possamos sentir mais próximo apesar do distanciamento físico.
O primeiro que lançamos hoje é o Fórum Local da Quinta do Ferro.
A base do fórum está feita, mas aqui estaremos para ir ajudando e tentando que ele vá respondendo cada vez melhor às necessidades locais e procurando construir caminhos e parcerias que resultem na melhoria das condições de vida de todos e de todas.
Doravante, este fórum depende da participação de quem nele vir utilidade. Para entrar terá de fazer uma simples inscrição e a partir daí estarão habilitadas e habilitados a participar.
Sejam bem vindos àquele que queremos que seja o vosso espaço de partilha de ideias, preocupações e notícias sobre a nossa Quinta do Ferro.

[Fórum Local da Quinta do Ferro]

Obrigado Largo!

April 10, 2020


[PT]

O Largo Residências é um projecto notável que temos a honra de acompanhar desde o seu início ajudando nos projectos do 1º e 2º andar e, mais tarde, no Café Largo. Esta é uma daquelas parcerias que se mantém nos mais diversos projectos e é com todo o orgulho que vemos o Largo Residências oferecer a parte mais significativa dos seus meios de produção - os 30 quartos - à luta contra o COVID-19 conforme descrito nesta notícia do Público e na reportagem da RTP.

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Na fotografia, Hugo Marques, chefe da Divisão de Intervenção Social da Junta de Freguesia de Arroios. Retirado daqui.



Encontros em quarentena

April 6, 2020

Encontros em quarentena


[PT]

Dizem que a pandemia é democrática. Que atinge todos por igual.
Mas quando pensamos nos modos de a enfrentar, sobram as desigualdades. Os que podem trabalhar a partir de casa e os que continuam a ter de deslocar-se para o seu local de trabalho. Os que fazem quarentena numa casa em condições e os que fazem quarentena em casas com condições indignas. Os que encontram na quarentena um lugar de segurança e os que vêm a sua casa transformada num espaço de violência. Para não esquecer todos os que enfrentam a pandemia privados da sua liberdade.
Diz-se que cada pessoa vive uma grande crise na sua vida. Esta é a segunda que vivemos. Num curtíssimo espaço de tempo. Como podemos reagir? Como podemos resistir? Como podemos projectar o futuro?
Se a crise nos revela um novo desejo pelo comum (os movimentos à varanda, a solidariedade entre vizinhos, os agradecimentos aos profissionais de saúde), expõe também as enormes diferenças - surgirão novas (ou expor-se-ão antigas) zonas de miséria e desigualdade nas cidades? Quais os discursos que ganham legitimidade sob a máscara da higienização da cidade? O que podemos aprender com o súbito esvaziamento das ruas? A paragem abrupta da produção? Das viagens?
Os ENCONTROS EM QUARENTENA surgem como espaço de diálogo entre o ateliermob e convidados de distintas áreas que, ainda antes da pandemia, enfrentavam os problemas da cidade, da resistência e da busca por um futuro em cooperação.



[ENG]

They say the pandemic is democratic. That it hits everyone equally. But if we think about the ways to face and fight it, inequalities surface: there’s the ones that can stay at home and the ones that keep commuting to work; the ones that quarantine at a good house and the ones that do it in houses with no conditions; the ones that have quarantine as a safe space and the ones that have their home turned into a space of violence and let’s not forget about the ones that face this pandemic deprived of their liberty.
It is said that each person faces a serious crisis through its lifetime. This is the second one for us, within a really short period. How can we react? How can we resist? How can we plan our future?
This crisis has a paradox within it: on one hand, it is showing a certain rise of the desire for the common (the balconies’ appropriation, the solidarity between neighbours, the appreciation of national health services and other invisible workers) but on the other it is exposing the severe social inequalities of our global societies.
What reflections could arise under the cover of city higiene and surveillance? What could we learn from the emptied streets? What does it mean to stop the logics of consumption, production and tourism so abruptly?
ENCONTROS EM QUARENTENA appears as a space of dialogue between ateliermob and guests from different disciplinary realms that even before this pandemic, were facing the issues of the city and resistance, searching for a future in cooperation.


[instagram ateliermob]



Um email que nos emocionou | Email that thrilled us

October 23, 2017

[PT] Na semana passada, depois de termos estados nas novas áreas ardidas, recebemos este email que estamos autorizados a partilhar. Este email provém de uma família que foi atingida pelo chamado incêndio de Pedrogão e que tem estado a trabalhar connosco na sua futura casa. Decidimos publicá-lo para reforçar a ideia que a arquitectura pode ajudar qualquer um, mesmo nos piores momentos, a encontrar força e esperança num futuro melhor.

[ENG] Last week, after diving in to new territories of destruction by the fire, we received this refreshing email that we were authorized to share. This email cames from one family that was hit by the so called Pedrogão fire and that has been working with us since then. We publish it to enhance the feeling that architecture may help everyone, even after very hard moments, to find the strength and hope on a better future.


bom dia querida Paula,
yesterday we met your collegues in Figueiro and I just wanted to tell you that we love the plan you made !!
we are so happy that you "girls" are our architects.
beside this yesterday was a very difficult day for us because lots of our friends in the region of
Pedrogao Pequeno lost their gardens and houses in the fire. we only can hope that they will
receive as much help as we did......kindest regards, XXXXXXX