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Casa de Isilda e Aires | Pedrógão

FICHA TÉCNICA

Nome do Projeto: Casa de Isilda e Aires Henriques

Estado: Habitação, construído

Clientes: Isilda e Aires Henriques

Localização: Figueiró dos Vinhos, Portugal

Ano de conclusão: 2018

Área bruta construída: 188,43m2

Engenharia:

Estruturas: BETAR – Eng.º José Pedro Ferreira Venâncio

Hidráulicas: BETAR – Eng.ª Andreia Cardoso

Electricidade: EACE – Eng.º João Caramelo

Telecomunicações: EACE – Eng.º João Caramelo

Antropologia: Ana Catarino

Construção: Projeffes

Créditos fotográficos: Fernando Guerra | FG + SG Fotografia de Arquitectura

A 17 deJunho de 2017 um grande incêndio deflagrou em Pedrógão Grande e espalhou-se pela floresta até Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra,Sertã, Penela, Góis e Pampilhosa da Serra, afectando cerca de 500 casas (259 das quais eram primeiras habitações). 64 pessoas morreram ao tentar escapar dos incêndios.

Depois da tragédia, cidadãos e instituições fizeram donativos para ajudar à reconstrução das casas e vidas afectadas pelos incêndios. A Fundação Calouste Gulbenkian, responsável por um dos maiores fundos, providencia assistência técnica no processo de reconstrução, no qual o ateliermob fez projecto para as sete casas.

Mais do que a simples reconstrução das casas perdidas, o objectivo principal foi o de melhorar as condições de vida destas comunidades, com uma atenção particular para o facto de, na sua maioria, se tratar de população envelhecida.

A extraordinária velocidade do incêndio apenas permitiu a este casal salvar as suas vidas e a do seu cão, escapando no seu pequeno carro, deixando para trás todos os seus pertences. A casa foi completamente destruída, com excepção da sala de estar/ cozinha, onde costumava haver infiltrações de água, como referido pelo casal na primeira conversa, quando nos pediram “uma casa onde não entrasse água”.

A estrutura do telhado, em madeira antiga não tratada, colapsou com o incêndio, demolindo o primeiro piso; as paredes de tijolo que restaram não garantiam a segurança da estrutura. Tornou-se claro que a casa antiga não podia ser recuperada. Propõe-se a reconstrução da moradia unifamiliar, com um piso térreo, inscrita no perímetro da construção existente. Assim surgiram novas perspectivas: os moradores queriam uma casa de um só piso, uma vez que a DonaIsilda tinha crescentes dificuldades de mobilidade; a discussão sobre o desenho de arquitectura teve como base o recurso a outras casas de referência como a do seu filho, e o desejo de um alpendre na entrada, sob o qual as suas flores pudessem novamente crescer.